segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Justificativa de ausência

Boa-noite a todos!
Infelizmente, não posso estar aqui com a frequência que eu gostaria, pois inúmeros compromissos me impedem de fazê-lo.
Assim, passarei a postar as aulas, ao menos, uma vez por semana; só não posso precisar o dia.
Ainda nesta semana, vou postar aulas de semântica.
É só aguardar!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Semântica – Aula 2


Eu de novo!
Semântica – aula 2 (nomes próprios no dicionário)
Lembro que logo abaixo está postada a aula 18 (da sequência “sinonímia no dicionário”).

Semântica – Aula 18

Boa-noite a todos! (ou será “boa-madrugada”?)
Vamos continuar?
Semântica (Sinonímia no Dicionário)
Aula 18

Na acepção 17 de “profundo”, o exemplo fornecido é “estrutura profunda”; note-se que também não podemos dizer “estrutura funda ou intensa”.

Tais exemplos excluem algumas acepções como possíveis sinônimos, de modo que sua delimitação por meio de antônimos também não é viável.

O dicionário Houaiss não parece apresentar qualquer sistematização no tratamento da sinonímia. Algumas palavras, como “negar”, por exemplo, não apresentam uma referência explícita ao final, mas no corpo do próprio verbete. Assim, na acepção 3, por exemplo, temos “demonstrar rejeição por; repelir, repudiar”.

Em outras palavras, como “repulsão” e “morte”, há uma extensa lista de sinônimos ao final, conforme encontramos em um dicionário de sinônimos.

Já para outros verbetes, há uma indicação explícita de sinonímia no final do verbete, como em “rejeição”: “ver sinonímia de repulsão e antonímia de nução”. É de se notar que nem sempre há referência à sinonímia e à antonímia no mesmo verbete; assim é que a palavra “negar” só traz a indicação de antonímia e “debochar”, somente de sinonímia.

Acrescente-se que nas palavras que trazem uma extensa lista de sinônimos ao final, algumas como “leproso” trazem tão somente a relação de sinônimos, ao passo que outras como “morte”, ao final da lista, trazem ainda “ver também sinonímia de...” e ainda há outras como “óbito” que não trazem nenhum tipo de indicação.

Há palavras que não apresentam indicação de sinonímia nem mesmo no corpo do verbete, como é o caso de “navio”.

Já em outras palavras, como o verbo “comer”, a sinonímia é apresentada não só no corpo do verbete mas também em uma lista, ao final, de acordo com a classe gramatical da palavra; assim, o dicionário apresenta os sinônimos de “comer” como verbo e depois como substantivo masculino.

É de se notar ainda que não há uma ordem preestabelecida para a indicação de sinonímia e antonímia; assim, no substantivo “rejeição”, a indicação de sinonímia aparece primeiro, ao passo que, em “intenso”, a indicação de antonímia aparece primeiro.

O dicionário Aurélio praticamente não apresenta indicação explícita de sinonímia. De um modo geral, tomando por base as palavras do corpus, a sinonímia é apresentada no corpo do próprio verbete, como, por exemplo, na acepção 2 de “rejeitar”: “lançar de si; expelir; vomitar, regurgitar”.

No caso da palavra “recusa”, aparece no final do verbete o registro “Sin., p. us.: recusação”; na palavra “veículo”, acepção “veículo de propaganda”, aparece uma referência à sinonímia (“sin.: veículo de publicidade, veículo publicitário”); já na palavra “ônibus”, quase ao final do verbete, aparece a indicação “sinônimos gerais” seguida das palavras que funcionam como tal.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Semântica – Aulas 1 e 17

Boa-noite a todos!
Vamos continuar?
Como já estamos finalizando a primeira bateria de aulas de semântica (ainda faltam algumas), começo hoje a postar nova sequência de aulas.
Espero que gostem!
Um esclarecimento adicional: como todos sabem, tudo o que posto aqui está registrado no EDA; no entanto, diferentemente das aulas de semântica, as de sintaxe são postadas somente em pdf; isso ocorre pelo seguinte: as aulas de sintaxe, como vocês já devem ter percebido, contêm setas e gráficos, mas estes não podem ser postados como as aulas de semântica porque o programa que uso neste blog  não os aceita.
Para quem está chegando agora, após uma rodada de aulas reúno todas em um único arquivo em pdf, pois, assim, facilita bastante para estudar.
Bom, chega de conversa e vamos às duas aulas de hoje!
Hoje vai tudo em pdf, pois meu computador anda muito temperamental...
http://www.mediafire.com/?1z417hm281ub54s

http://www.mediafire.com/?vprt8f7nfm3fmmr

terça-feira, 19 de julho de 2011

Análise Sintática - Aula 11

Boa-noite a todos!
Estou vendo que há novos seguidores...
Agradeço a todos vocês a presença neste blog...
E sejam todos muito bem-vindos!
Espero que estejam gostando!
Bem, vamos continuar?
Próxima aula: Semântica.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Semântica – Aula 16

Boa-noite a todos!
Vamos lá?
Aula 16

Quanto à análise da sinonímia proposta por Lyons (1979), as palavras escolhidas para compor o corpus revelam-nos aspectos interessantes; já vimos que a sinonímia enquanto uma “hiponímia simétrica” comporta restrições; todavia, os termos “veículo”, “carro”, “ônibus” e “motocicleta” mostram-nos uma possibilidade de hiponímia simétrica entre os dois primeiros.

Uma leitura das definições propostas pelos dicionários escolhidos é suficiente para percebermos que “veículo” é hiperônimo de “carro”, “ônibus” e “motocicleta”; todavia, “carro” também é um hiperônimo, já que existem vários tipos diferentes de carros desde carro “alegórico” até carro “de boi” ou “de mão” (sendo que, neste último, a palavra “carro” é usada no diminutivo).

Também se pode notar nos três dicionários, nas definições propostas para “veículo”, que existe sinonímia entre “veículo” e “carro” ou “automóvel”, ou seja, um dos sinônimos de “veículo” é o termo “carro”; desse modo, podemos afirmar que, de fato, além de “veículo” ser hiperônimo de “carro”, ambos podem funcionar como hipônimos um do outro, já que ambos são hiperônimos em relação a outros termos, mas são sinônimos entre si.

É de se notar, contudo, que, mesmo nestas considerações, há outros aspectos de que não podemos prescindir: mesmo que haja sinonímia entre “carro” e “veículo” e mesmo que ambos sejam hiperônimos, o fenômeno da hiperonímia é diferente em ambos, como ocorre com “material escolar” e “lápis”, por exemplo.  Sabemos que o primeiro é hiperônimo do segundo, como também é hiperônimo de “papel”, “caneta”, “borracha”, “apontador” etc., ou seja, os hipônimos são sintagmas nominais diferentes entre si.

Já no caso de “lápis”, ele será hiperônimo de “lápis preto”, “lápis de cor”, “lápis cera”, “lápis de olho” etc.; note-se que o núcleo destes sintagmas nominais é o mesmo, ou seja, “lápis”; sendo assim, o que diferencia um sintagma do outro não é o núcleo (como os hipônimos de “material escolar”), mas um termo periférico, “marginal” (CARONE, 1991), que pode ser um sintagma preposicionado (“de cor”) ou um simples adjetivo (“cera”).

Próxima aula: Sintaxe.