sábado, 21 de maio de 2016

Corpus Christi e São João

Nasci no Rio de Janeiro e moro no Nordeste. Acima de tudo, sou brasileira.

O feriado de Corpus Christi está chegando assim como o de São João. Estou aqui imaginando que muita gente já deve estar providenciando as passagens para vir para cá, inclusive – e principalmente – todos aqueles que falam mal dos nordestinos.

Em um primeiro momento, fiquei tentada a dizer algo como “não deviam vir para cá”; depois pensei melhor e vou dizer o seguinte: venham sim, venham gastar seu dinheiro aqui. Nós agradecemos.

Mas, quando voltarem para suas casas, voltem em silêncio, afinal denigrem a imagem do Nordeste, mas vêm buscar aqui o que não encontram em seus estados de origem. Ora, senhores, façam silêncio! Voltem calados, porque a hipocrisia envergonha.

A propósito, hoje é dia 21 de maio, dia do Profissional de Letras. E neste dia tão especial, quero parabenizar os meus alunos nordestinos, futuros colegas, que enchem meus dias de luz e cor:

Parabéns a esses bravos:


Amanda
Anderson
Beta
Claudinha
Daiane
Danila
Elissandra
Gabi
Leidy
Luciane
Raira
Rones


----------------------------------------------------------------------------------


Aléxia
Amanda
Andressa
Anielson
Antônia
Charlete
Cícero
Cida
Claudete
Dalila
Edcarlos
Edilene
Edilson
Eksa
Elisa
Fabiana
Francieide
Jailson
Janny
Jeová
João Marcos
Joelma
José Valdeny
Josilene
Juciely
Laíne
Laíza
Léia
Luana
Lucinaura
Marcia
Marco Antônio
Maria
Maria Alice
Marilúcia
Miarley
Mírlei
Noé
Priscila
Rafael
Raísa
Rayara
Rosângela
Rosimeire
Rozilda
Sheila
Sirlane
Wellington
Wiliane



Nasci no Rio de Janeiro e moro no Nordeste. Acima de tudo, sou brasileira.



sexta-feira, 6 de maio de 2016

Nova gramática para concursos: praticando a língua portuguesa


Fruto de cuidadoso trabalho de pesquisa, este livro não é mais um no universo dos concursos: basta olhar a autoria. Concursandos, escritores, professores, alunos e público em geral: esta obra não pode faltar na biblioteca dos amantes da língua portuguesa. Recomendo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A barriga


Há ‘modas’ que são verdadeiros desserviços às pessoas. Parece que a história da selfie assassina não bastou (sim, não é suficiente cair do alto de um prédio de celular na mão). A “causa” abraçada parece justificar a morte prematura; então, para ampliar o quadro das banalizações humanas, alguns adjetivos são ressignificados a desserviço dos insatisfeitos de plantão. Energia negativa? Que nada, a moda agora é a barriga “negativa” ou, talvez, a barriga “sequinha” (também pode ser barriga “seca” – não, ela não acabou de sair da máquina de lavar). Também existe a barriga “fruta” (aquela que é cheia de “gominhos” – esta, geralmente, é relacionada aos homens), a barriga “tanquinho” (termo “técnico” de barriga “fruta” – aqui, no caso, temos dois substantivos ressignificados, fruta e tanquinho), a barriga “trincada” e a barriga “chapada”.

Bem, barrigas “negativas” à parte, como ficam os que têm suas rotundas barrigas “positivas”? Correm para entrar na faca. O problema é que, em meio a uma ou outra lipoaspiração, os novos aspirantes a barrigas negativas vão fazer companhia aos adeptos das selfies assassinas. E, se ainda não foram, juntam dinheiro para ir. Nesse passo, aproveitam para dar uma “esticadinha” aqui e outra ali (no nariz, nas maçãs do rosto e por aí vai). Ou seja, tudo fazem para conquistar o “sonho” da barriga “negativa” e do corpo “perfeito”.

Não preciso dizer que o foco perverso da mídia nas novas barrigas gera preconceitos, melhor dizendo, recrudesce algo que já existe; no entanto, há que se pensar, não haverá aí uma certa hipocrisia da parte das pessoas? Senão vejamos: será que Jô Soares, Fabiana Carla, Alcione, Sérgio Loroza, Queen Latifah, Jack Black, Jorge Garcia (Lost), Claudia Jimenez, Adele, Danny DeVito e tantos outros estão muito preocupados com seus respectivos abdomens? Porventura serão maltratados se entrarem em alguma loja de grife para comprar algum produto?

 

Parece-me que o problema, muito mais do que físico, é social; os que não são famosos são preteridos até mesmo de empregos, sua competência importa menos do que sua forma física. Não vou nem falar do universo da moda, pois suas exigências cobram um preço caro demais aos incautos, que terminam por sucumbir em uma mesa de cirurgia. Pergunto-me: valerá a pena? O tempo é inexorável. Ele passa e cobra seu preço. Não creio que o sentimento que une as pessoas esteja ancorado em barrigas “negativas” etc.

 

Por que pessoas consideradas à margem dos padrões de beleza aceitos em nossa sociedade podem ser absolutamente encantadoras, ao passo que muitas barrigas “tanquinho” já na primeira palavra perdem todo o “encanto”? Creio que o encantamento está, sobretudo, nos olhos (não é sem razão que eles são “o espelho da alma”); confirmam-no os que afirmam perceber de imediato se uma pessoa é falsa ou não o é, só de olhar para ela. Será fácil assim? Talvez seja mesmo, pois a força do olhar traz à tona o jeito de ser de cada um.

 

É complicado julgar as pessoas; procuro evitar fazê-lo, pois, em geral, cada um que julgamos não passa de um alter ego, literalmente; por outras palavras, é muito comum criticarmos no outro aquilo que existe em nós mesmos (embora não o percebamos). O fato é que: será que essa obsessão pela forma física não torna a existência um pouco vazia demais? A não ser por mera ilusão, a estampa não pode tornar seguro aquele que não o é, tampouco poderá preencher lacunas que só podem ser preenchidas pelo cultivo de outros valores. Não me refiro, naturalmente, ao emagrecimento por motivo de saúde nem à cirurgia reparadora, mas à perseguição por algo cujo desfecho, ironias do destino, pode levar a um caminho sem volta.

 

É sempre bom lembrar que uma pessoa não é uma barriga, isto é, não se reduz a uma. O problema é que as mulheres e os homens que se submetem a procedimentos invasivos, entre outros (hidrogel, “bombas” etc.), podem não se dar conta disso. E, convenhamos, quem se vê tão somente como uma “barriga negativa” ou como “um corpo perfeito” não pode estar bem consigo mesmo.

 

Que essas pessoas possam se ver antes que um entardecer indesejado as surpreenda.

 

 


 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ABNT – Idem


No post anterior ...

Bem, estamos na página 2 de nosso trabalho; ocorre que na página 3 também citamos Souza. Nesse caso, também poremos idem na página 3?

Não. Vejam bem, na página 3, poremos assim:

Souza (1998, p. 72).

Se, na página 3, houver mais de uma citação de Souza, poderemos utilizar o pronome idem logo abaixo da primeira citação da página 3.

Ou seja, mesmo que haja mais de uma citação do mesmo autor em várias páginas de nosso trabalho, o pronome idem pode ser utilizado dentro dos limites de cada página. Ao mudarmos de página, teremos, primeiro, de repetir o nome do autor, o ano e o número da página para, somente depois, usarmos idem.

Vou transcrever para um pequeno trecho do exemplo acima:

Para a primeira citação, poremos, na nota de rodapé, assim:

Souza (1998, p. 53).

Se a segunda citação houver sido extraída da mesma página 53 da obra de Souza, poremos assim:

o  Souza (1998, p. 53).
o  Idem.

Também podemos pôr na nota de rodapé o nome completo da obra; assim:
-----------------------------------------------------------

1 COSTA, Henrique Mello. Psicologia da criança e do adolescente: estudos avançados. 3.ª ed. São Paulo: Virtual, 1994, p. 62.

domingo, 18 de janeiro de 2015

ABNT – Idem

Quando devemos usar a palavra idem?

Idem [abrev.: id.] é um pronome demonstrativo latino que significa "o mesmo".

Se pusermos mais de uma citação do mesmo autor na mesma página, a partir da segunda citaçãoapenas nos limites daquela página –, podemos usar idem.

Vejam o exemplo:

Vamos supor que haja duas citações do mesmo autor na página 2 de nosso trabalho...

Para a primeira citação, poremos, na nota de rodapé, assim:

Souza (1998, p. 53).

Se a segunda citação houver sido extraída da mesma página 53 da obra de Souza, poremos assim:

·      Souza (1998, p. 53).
·      Idem.

Se a segunda citação houver sido extraída da página 57 da obra de Souza, poremos assim:

·      Souza (1998, p. 53).
·      Idem, p. 57.

Bem, estamos na página 2 de nosso trabalho; ocorre que na página 3 também citamos Souza. 

Nesse caso, também poremos idem na página 3?


Vamos pensar?

domingo, 28 de dezembro de 2014

De volta à ABNT...

E se estivermos usando uma monografia ou parte de uma? Como faremos a referência?

Vejamos os exemplos:

MONOGRAFIA NO TODO:

GOMES, L. G. F. F. Novela e sociedade no Brasil. Niterói: EdUFF, 1998.

UCHÔA, Carlos Eduardo Falcão. A norma linguística. Niterói: Tese de Livre-Docência em Letras (UFF), 1974. cap. 3, p. 15-32.

Observações:

1. a segunda tese não foi publicada, visto que nãoindicação do nome da editora nem [s. n.];

2. cap. 3 = somente o capítulo 3 foi utilizado;

3. p. 15-32 = o capítulo 3 está compreendido entre as páginas 15 e 32.

PARTE DE UMA:

ROMANO, Giovanni. Imagens da juventude na era moderna. In: LEVI, G.; SCHMIDT, J. (Org.). História dos jovens 2.  São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 7-16.

Só para lembrar...

Para usarmos a preposição latina in (em), é preciso que haja uma relação do tipo PARTE/TODO, isto é, o que vem antes da preposição in é parte de um todo maior, identificado após a preposição.